O que o brasileiro pesquisa no Google? (E como seu cartório é a resposta)

O cidadão comum não pesquisa termos técnicos. Enquanto nós falamos em fé pública, atos notariais eletrônicos ou registro civil, a população está digitando no Google perguntas simples, diretas e urgentes sobre problemas da vida real.

Alguém que acabou de perder um parente não busca “lavratura de escritura pública de inventário extrajudicial”. Ele digita algo como “como fazer inventário rápido” ou “inventário precisa de advogado? ”. Quem vai casar não procura “habilitação matrimonial em cartório”. Procura “o que precisa para casar no civil”.

Essa diferença entre a linguagem do cartório e a linguagem do cidadão é onde muitos perdem visibilidade, relevância e confiança. Entender essas buscas é a chave para atrair o usuário mais exigente que já se desenha para 2026.

O que o brasileiro realmente pergunta ao Google

As buscas mais comuns relacionadas a cartórios giram em torno de dor, urgência e insegurança jurídica. Não é curiosidade acadêmica, é necessidade prática.

Exemplos reais de pesquisas frequentes incluem:

  • Como tirar segunda via de certidão.
  • Quanto custa fazer inventário
  • Cartório abre sábado
  • Como reconhecer firma
  • Como registrar imóvel
  • Certidão de nascimento perdida o que fazer
  • Divórcio em cartório como funciona

Perceba o padrão. Nenhuma dessas pesquisas usa linguagem técnica. Todas são perguntas diretas, feitas por alguém que quer resolver algo rápido e sem erro.

Se o conteúdo do seu cartório fala apenas com outros profissionais da área, você está invisível para quem realmente precisa do serviço.

O erro comum. Falar difícil para parecer profissional

Existe uma crença equivocada de que usar termos técnicos transmite autoridade. Na prática, transmite distância.

Quando o site, o blog ou as redes sociais do cartório usam apenas linguagem jurídica, o cidadão sente que aquele lugar não é para ele.

Isso gera três consequências ruins:

  • Ele não entende
  • Ele não confia
  • Ele procura outro lugar que explique melhor

Autoridade hoje não está em falar difícil. Está em explicar bem.

Como transformar buscas comuns em conteúdo estratégico

Aqui está o ponto que muitos ignoram. Cada pergunta feita no Google é uma oportunidade de atendimento antes mesmo do balcão.

Se alguém pesquisa “quanto custa inventário em cartório” e encontra um artigo claro, atualizado e honesto, a decisão de procurar aquele cartório já começa ali.

Conteúdos eficazes partem da pergunta do cidadão e só depois apresentam o serviço.
Primeiro resolve a dúvida. Depois mostra o caminho.

Exemplo de abordagem inteligente:

  • O que é inventário e quando ele pode ser feito em cartório
  • Quais documentos são necessários
  • Quanto custa e o que influencia no valor
  • Quando não é possível fazer em cartório
  • Como iniciar o processo

Isso educa, reduz atrito e filtra o atendimento. Quem chega já chega mais consciente.

O novo perfil de usuário não quer só atendimento. Quer orientação

O usuário exigente de 2026 não quer apenas ser atendido. Ele quer entender o processo, prever custos, evitar retrabalho e sentir segurança.

Se o cartório não oferece informação clara, ele busca fora. E muitas vezes encontra conteúdo errado, incompleto ou sensacionalista.

Quando o cartório assume o papel educativo, ganham autoridade real e não apenas institucional.

Onde a tecnologia entra nessa equação

Não adianta produzir conteúdo se o atendimento interno não acompanha.

De nada serve explicar bem no site e depois ter processos confusos, informações desencontradas ou falta de padronização no atendimento. Conteúdo e operação precisam conversar.

É aqui que sistemas de gestão, padronização de fluxos e organização da informação deixam de ser detalhe técnico e passam a ser parte da experiência do usuário.

Conclusão. Quem responde melhor, aparece mais

O Google não favorece quem usa termos difíceis. Favorece quem responde melhor.

O cartório que entende como o brasileiro pesquisa se antecipa à dúvida, reduz conflito no atendimento, melhora a percepção de valor e se posiciona como referência.

No fim, a lógica é simples.
O cidadão pergunta.
O Google mostra quem responde melhor.
E quem responde melhor, atende melhor.

Ignorar isso não é conservadorismo. É perder espaço.

Escrito por: Isabella Flores